A própria documentação do WebODM descreve o programa como uma ferramenta para gerar mapas georreferenciados, nuvens de pontos, modelos de elevação e modelos 3D texturizados a partir de imagens aéreas.
Imagine que o drone tirou:
Foto 01 Foto 02 Foto 03 📷 📷 📷 \ | / \ | / \ | / \ | / \ | / TERRENO
O WebODM começa com um conjunto de imagens.
Por exemplo:
DJI_0001.JPG DJI_0002.JPG DJI_0003.JPG DJI_0004.JPG ... DJI_0150.JPG
Idealmente, as imagens possuem informações EXIF.
Entre essas informações podem existir:
Esses dados ajudam o processamento.
O WebODM também pode trabalhar com informações de alta precisão, como dados de drones RTK, e com GCPs — Ground Control Points, ou pontos de controle no terreno.
Aqui começa uma parte extremamente importante.
Um bom processamento começa antes de abrir o WebODM.
Se o voo foi mal planejado, o software pode não conseguir produzir um bom resultado.
Precisamos considerar:
Quanto menor o GSD, maior tende a ser o nível de detalhe espacial.
Mas existe uma coisa importantíssima:
Você não pode simplesmente configurar o WebODM para gerar 1 cm/pixel se as fotografias foram capturadas com GSD de 3 cm/pixel e esperar que apareça informação real de 1 cm.
A documentação atual destaca justamente essa limitação: a resolução de saída é limitada pelo GSD das imagens.
O software encontra:
Quanto melhores forem essas correspondências, melhores tendem a ser as possibilidades de reconstrução.= mesmo ponto
= mesmo ponto
= mesma região
Por exemplo:
┌───────────────┐ │ • │ │ • • │ │ • │ │ • • │ └───────────────┘
Esses pontos podem estar associados a:
Esses pontos são chamados, de forma geral, de features/keypoints.
O software procura características que possam ser reconhecidas em outras imagens.
Imagine:
Imagem A A •
e:
Imagem B B •
A partir das diferenças entre as imagens, o algoritmo consegue estimar:
A documentação do processamento identifica uma etapa de Structure From Motion no pipeline.
ou
ou
É suficiente para muitos trabalhos de mapeamento visual e cartográfico de menor exigência.